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287 Outubro/2016 - Avanço na saúde

Importância da higiene bucal

Criar o hábito desde a infância é primordial para evitar problemas bucaisoral care 28100


A atenção à higiene bucal infantil deve iniciar-se mesmo antes de os primeiros dentes começarem a nascer. Incentivar o ato da escovação e não fazer da atividade um castigo garantem que as crianças tenham o saudável hábito de realizar a escovação sem sacrifícios. 

A prática deve ter início já no momento da amamentação. Pode-se remover os excessos de leite com uma gaze embebida em água filtrada. Assim que os primeiros dentinhos nascerem, deve-se começar o uso de escovas de dente apropriadas, que precisam ter cerdas macias. 

“Percebemos que as crianças que recebem desde cedo essa educação têm menos rejeição à visita ao dentista e pouca dificuldade para realizar o processo de limpeza dos dentes”, relata o pós-graduado em Odontologia Estética e Reabilitação Dental, Dr. Victor Rogerio.  

É fundamental que os pais prestem atenção desde sempre na higiene bucal dos filhos. “Ao nascerem os primeiros dentes, é importante orientar as crianças sobre a importância da escovação e de usar o fio dental, fazendo com que isso se torne um hábito”, recomenda o especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em implantodontia, professor do curso de especialização em Implantodontia (Orthoplace) e sócio do Centro de Cirurgia Oral, Dr. Henrique Taniguchi.

Segundo a Associação Brasileira de Odontopediatria, pode-se utilizar a pasta com flúor por se tratar de uma substância muito eficiente no combate à cárie. “No entanto, algumas correntes homeopáticas advertem que o flúor nesta fase pode ser prejudicial. Nesse caso, deve-se usar em mínima quantidade a fim de evitar que a criança venha a ingerir”, esclarece. 

Primeiro contato com a escova

A partir do nascimento dos primeiros dentes, o cuidado com a escovação deve ser prioritário. O cirurgião-dentista e professor, mestre e doutor em odontologia da Uniban, Dr. Hugo Lewgoy, explica que, mesmo que as crianças ainda não possuam coordenação necessária para a escovação, os pais devem deixá-las realizar a higiene oral por elas mesmas. “Com quatro ou cinco meses, as crianças podem segurar as escovas na boca, para se acostumar com o objeto. Esse processo pode se repetir até elas completarem um ano.”

De acordo com o especialista, os primeiros dentes começam a aparecer a partir dos seis meses e, aos dois anos, a dentição de leite está completa. “As escovas precisam conter várias cerdas e devem ser ultramacias, pois a gengiva é delicada. A escovação deve ser feita três vezes ao dia, sendo que a mais importante e cuidadosa deve ser antes do sono mais prolongado”, salienta o Dr. Lewgoy.

A recomendação é reforçada pelo dentista da Odontobalance, Dr. Rogério Pavan. “Tão logo a criança comece a ter o mínimo de destreza, os pais devem incentivá-la a escovar seus próprios dentinhos, no entanto, devem escová-los novamente depois, desta forma, cria-se o hábito. Até os sete anos de idade, a criança irá deixar falhas no processo de escovação.”

Os especialistas orientam a forma correta para que os pais ajudem o filho em sua higienização: o primeiro passo é limpar as superfícies internas dos dentes, depois a parte voltada para a bochecha e posterior na área de mastigação dos dentes, sempre com movimentos suaves para frente e para trás. As soluções de bochecho podem ser usadas por crianças acima de seis anos, desde que já saibam cuspir. 

A pasta dental para crianças deve ter sabor agradável a fim de estimular o uso. Uma vez que o hábito de escovar os dentes se torne algo prazeroso, pequenas correções na técnica farão com que as pessoas tenham dentes “branquinhos” e saudáveis. “No que diz respeito às escovas, é preciso cuidado. Muitos fabricantes especificam nas embalagens a faixa etária a qual o produto se destina. Até os cinco anos, em média, haverá apenas dentes de leite, daí por diante, dentição mista, portanto, o tamanho da escova deve variar conforme o tamanho da boca”, salienta o Dr. Pavan.


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Sensibilidade dental

A sensibilidade dental é causada pela exposição gradual da parte mais macia do dente que está abaixo do esmalte dental, chamada “dentina”.

A dentina possui pequenos canais “túbulos” que contêm terminações nervosas e são preenchidos por fluidos. Comer ou beber alimentos que são quentes, frios ou doces pode fazer com que esse fluido se movimente. O movimento desse fluido faz com que as terminações nervosas reajam, desencadeando uma pontada desconfortável ou uma dor curta e aguda.

As causas do problema podem ser:

• Escovação com força excessiva: hábitos de higiene oral, como escovação com muita frequência, muito agressiva ou com uma escova de cerdas duras, podem eventualmente desgastar o esmalte dos dentes. Esses hábitos também podem causar a retração das gengivas, causando maior exposição da dentina.

• Doença da gengiva (gengivite): quando o tecido da gengiva fica inflamado e sensível em decorrência de gengivite, pode haver sensibilidade na gengiva e nos dentes devido à exposição adicional da dentina na superfície da raiz.

• Ranger dos dentes: ranger os dentes quando dorme, ou apertá-los ao longo do dia, pode desgastar o esmalte e expor a camada de dentina. 

• Retração gengival: causada por condições como doença periodontal, pode expor a dentina do dente e causar sensibilidade. A escovação muito agressiva ou frequente também pode causar a retração das gengivas.

Para controlar o problema, existem cremes dentais específicos para a sensibilidade.

Fonte: Sensodyne

Problemas da falta de higiene oral

Nem sempre as pessoas dão a devida atenção aos sinais que a boca e os dentes enviam para o resto do corpo. “De forma geral, há uma série de problemas de saúde que tem foco inicial na cavidade oral, como endocardite infecciosa, dor de cabeça crônica e até pneumonia”, explica o Dr. Rogerio.

Qualquer lesão na gengiva pode servir de porta de entrada para as bactérias presentes na placa dental invadirem o corpo pela corrente sanguínea, favorecendo doenças infecciosas. A má higiene bucal, além de facilitar o aparecimento de cáries e doenças gengivais, provoca mau hálito. “A maior e mais popular doença da boca nesta idade é a cárie dentária. Trata-se de um processo infeccioso”, relata o Dr. Pavan. 

Hábito saudável

De acordo com os especialistas, o incentivo dos pais na hora da escovação é fundamental para uma higiene bucal eficiente. “Mesmo sem a necessidade, até o uso do fio dental e da escova interdental deve ser incentivado; o risco de cárie diminui muito durante a vida”, explica o Dr. Lewgoy.

Outro ato que pode ajudar é deixar a criança escolher a sua escova de dente, isto a incentivará a ter uma boa higiene bucal. “Também é importante adotar uma alimentação equilibrada, com pouco açúcar e amido, por produzirem os ácidos da placa que causam cáries, finaliza o Dr. Taniguchi.

Autor: Vivian Lourenço

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