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| Investimentos para vacina contra Aids e pesquisas não podem parar |
O diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/aids (Unaids), Peter Piot, afirmou, no México, que o grande desafio para as empresas farmacêuticas que buscam uma vacina contra a aids será continuar investindo apesar de saber que ela poderá demorar entre "dez ou quinze anos".
Peter Piot também disse que é preciso continuar trabalhando em novos tratamentos com anti-retrovirais para combater uma epidemia que afeta 33 milhões de pessoas no mundo.
O executivo mostrou-se confiante e, apesar das perspectivas não serem boas, "as empresas (farmacêuticas) precisam investir continuamente em novos tratamentos". O diretor-executivo disse que é a favor de os países de desenvolvimento médio, onde ocorre a principal batalha de preços, conviverem com dois sistemas, um público com tratamentos subvencionados, e outro privado. Na América Latina, dados das organizações Mundial e Pan-americana da Saúde (OMS e OPS, respectivamente), mostram enormes disparidades em determinados tratamentos combinados como 3TC/AZT/EFV. Assim, em países como o México seu preço giraria em torno dos US$ 3.800, mais caro que no Brasil (US$ 1.300).