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Surgem, a cada ano, dois milhões de casos
A OMS considera a doença negligenciada, por atingir varias pessoas dos países do terceiro mundo e emergentes, como o Brasil

Para combater a Leishmaniose, o laboratório farmacêutico Hebron lançará, em dois anos, o primeiro medicamento fitoterápico capaz de curar os doentes. Foi o que publicou a Folha de Pernambuco. O medicamento está na fase final de testes, que vão ser concluídos em São Paulo, nos laboratórios da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

No Brasil existem três tipos de leishmaniose: cutânea (ou tegumentar), mucocutânea e visceral, que é o mais perigoso para os países pobres, pois, segundo os dados da OMS, 90% dos casos ocorrem em regiões com precário saneamento básico. "As pessoas com baixa imunidade provocada pela desnutrição são as mais atingidas por essa doença. Por isso, nas regiões mais pobres o número de casos é enorme", explicou o diretor clinico do Hebron, Márcio Gueiros.

 

Para diagnosticar a variante mais agressiva da leishmaniose é preciso realizar uma biopsia no baço ou uma punção de medula óssea - atualmente, existem no mercado brasileiro três medicamentos para combater a doença.

Edição 192 - Novembro/2008

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