Segundo O Estado de São Paulo, os laboratórios públicos brasileiros, criados com a missão de fornecer medicamentos de qualidade e baixo custo para o SUS, estão atualmente, em média, com 60% de sua capacidade de produção ociosa. A avaliação é da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), que reúne os 18 laboratórios, e revela a falta de uma política de produção nacional de medicamentos que inclua o setor, segundo afirma o presidente da entidade, Ricardo Oliva, responsável também pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório público do Estado de São Paulo.
Estudos de universidades e Fiocruz vêm alertando sobre a ineficiência dos laboratórios oficiais - e que problemas de gestão explicariam a baixa produtividade. A situação do setor assume importância porque a produção e o acesso a insumos e medicamentos se transformaram em questão estratégica para o Brasil. O País tem buscado iniciar a produção nacional de medicamentos de alto custo como o Efavirenz, contra a Aids, cuja patente foi licenciada compulsoriamente em 2007.
Para os laboratórios, as dificuldades são resultado não só de problemas na divisão das compras públicas de medicamentos como de entraves burocráticos, como a Lei de Licitações, que obriga compras pelo melhor preço no setor público. Desta forma, os laboratórios são obrigados a resolver problemas com fornecedores.