Hospitais de São Paulo que tratam pacientes com câncer estão participando de pesquisas sobre, pelo menos, 23 novas medicações contra tumores malignos.
O maior número de ensaios clínicos está concentrado no Instituto Estadual do Câncer Octavio Frias de Oliveira, onde são conduzidas 19 pesquisas sobre drogas ainda inéditas, para diferentes tipos de câncer - como informa O Estado de São Paulo.
A equipe de pesquisadores do instituto, formada por 15 especialistas, está monitorando cem pacientes para avaliar o êxito dos novos medicamentos. "A maioria dos nossos estudos é voltada ao câncer de mama, mas as principais neoplasias estão contempladas", completa Roberto Arai, gerente de projetos.
Patrocinados por multinacionais farmacêuticas, cada um dos estudos tem custo mínimo estimado em US$ 500 milhões. O tempo médio para o produto sair do laboratório e chegar ao mercado é de pelo menos dez anos - respeitando as três etapas necessárias de avaliação científica. São feitos ensaios clínicos com animais, depois testes em humanos. Após testar os efeitos da nova medicação, ainda é avaliada sua eficácia e comparada aos já existentes.
Para reverter a tendência ainda modesta de pesquisas nacionais, a aposta do Hospital Sírio-Libanês é tentar transformar plantas da Amazônia em componentes químicos oncológicos. Ainda em fase embrionária, o estudo avaliou 2,2 mil espécies e encontrou 120 extratos que apresentaram efetividade antitumoral.