A Gazeta Mercatil destaca que a Anvisa prepara uma resolução para restringir a publicidade de medicamentos isentos de prescrição médica. O documento, que deve conter exigências de informações sobre a utilização e os riscos de efeitos colaterais, deverá ser publicado no Diário Oficial em dezembro. "É uma visão purista, ideológica, filosófica e pouco prática, uma vez que os medicamentos sem prescrição existem não porque as indústrias querem, mas sim porque foi uma decisão das autoridades mundiais de saúde, tomada no século passado", diz Sálvio Di Girólamo, secretário-geral da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip).
A indústria de medicamento sem prescrição, que faturou R$ 7,1 bilhões em 2007, representa 30% do mercado de medicamentos. O setor investiu R$ 900 milhões em propaganda em 2007 e recolheu R$ 2,7 bilhões em impostos. Para "driblar" a proibição da propaganda de medicamentos com prescrição, as agências de marketing direto apostam em campanhas dirigidas, nas quais surge a figura do propagandista dos laboratórios, o popular "homem da mala preta".