PRINCIPAIS DOENÇAS QUE AFETAM O APARELHO DIGESTIVO, SUAS CAUSAS E TRATAMENTOS
ESÔFAGO
• Doença do Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE): causada pela má qualidade de vida, mas isenta de graves complicações. Caracterizada por sensação de azia, queimação e paladar azedo, que pode ir do estômago até a garganta. No tratamento, é recomendada uma dieta com pouca gordura, não deitar após as refeições, manter o peso ideal, não fumar, beber café moderadamente. O diagnóstico é feito por meio de endoscopia e radiologia.
ESTÔMAGO
• Dispepsia Funcional: encontrada na maioria da população do sexo feminino a partir de 20 anos de idade, cujas características são dores de estômago, desconforto, empachamento, náuseas, vômitos e distensão. Para evitar agravamento, recomenda-se dieta alimentar balanceada, mastigar bem os alimentos e não deitar após as refeições, além de abolir o fumo e evitar alimentos gordurosos.
• Úlcera do estômago e úlcera do duodeno: associadas à Helicobacter pylori (bactéria que vive no muco que cobre a superfície do estômago). Os sintomas são crises de dores freqüentes após as refeições e sensação de vácuo. As úlceras gástrica e duodenal também podem manifestar-se por empachamento, azias, vômitos ou distensão. O tratamento deve ser recomendado por um médico especialista, pois inclui medicamentos que inibem a secreção de ácido no estômago, antibióticos, anti-inflamatórios e, nos casos de hemorragia ou perfuração, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária.
• Gastrite: inflamação do estômago decorrente do desequilíbrio de ácido sobre a mucosa. Pode ser causada por mastigação insuficiente, fumo e medicação irritante. Como tratamento, recomenda-se parar de fumar, evitar a ingestão de café, gorduras, frituras, refrigerantes e álcool, além de manter a alimentação em horários regulares. Para diagnosticar a gastrite, é necessário fazer uma endoscopia.
INTESTINO GROSSO E INTESTINO DELGADO
• Diarréia: evacuações freqüentes e aumento do número de fezes pastosas, semilíquidas ou líquidas. A diarréia aguda é causada por bactérias ou vírus presentes nos alimentos ingeridos e tem como sintomas dores, distensão estomacal, náuseas e vômitos. Já a diarréia crônica é caracterizada quando as fezes pastosas duram cerca de quatro semanas seguidas, sem diminuição dos sintomas. Suas causas podem ter origem em doenças não-orgânicas (síndrome de intestino irritável e diarréia funcional), doenças decorrentes da presença de bactérias e parasitas ou pelo uso de medicamentos como laxantes, hormônios da tiróide, digitálicos (drogas indicadas para pacientes com freqüência cardíaca elevada), procinéticos (que melhoram a motilidade de todo o trato gastrintestinal) e anti-ácidos. O tratamento da diarréia aguda inclui a ingestão de líquidos para evitar a desidratação. Na diarréia crônica, é necessário procurar um médico. Para aliviar o incômodo, a loperamida é o anti-diarréico mais usado, desacelerando o movimento dos músculos intestinais. A recomendação é evitar uma dieta rica em fibras.
• Deficiência de lactase (intolerância ao leite): comum em quem bebe leite em grande quantidade e sente distensão abdominal, dores abdominais, apresenta ruídos intestinais e tem diarréia. Caracterizada pela deficiência de lactase (incapacidade de digerir a lactose - açúcar do leite). Nesse caso, a recomendação é excluir a lactose do cardápio.
• Doença celíaca (Enteropatia do Glúten): intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada e centeio. Os sintomas são caracterizados pela diarréia crônica, perda de peso, anemia, vômitos, apatia e irritabilidade. Durante o tratamento, evitar alimentos que contenham glúten é fundamental.
• Obstipação (intestino preso): pode ser definida por fezes endurecidas ou dificuldade para evacuar. É freqüente quando o cólon vagaroso não contrai apropriadamente e não move as fezes para o reto. Também pode ser conseqüência de tumores, diverticulite (inflamação que se manifesta basicamente no intestino grosso), fissura anal, hemorróidas, excesso de uso de laxantes, estresse e gravidez, entre outros. Nesse caso, a orientação é para não postergar vontade de ir ao banheiro, manter uma dieta simples e rica em fibras e cereais, comer frutas, ingerir líquidos, alimentar-se com regularidade e praticar exercícios físicos aeróbicos.
• Apendicite: apresenta dor contínua no abdome e na região do umbigo, movendo-se por vezes para toda a barriga, além de sensibilidade ao toque no ventre, náusea, vômito e febre baixa. O tratamento é cirúrgico, para a retirada do apêndice. |