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| A dor é uma reação a algo que incomoda o organismo |
Desde a adolescência, as dores de cabeça têm grande incidência em toda a população. A enxaqueca, por exemplo, pode perdurar até a quarta ou a quinta década de vida. É considerada mais forte do que a dor de cabeça comum, porque, pode-se dizer, o corpo todo é envolvido. Ocorre em crises de intensidade moderada ou grave capazes de durar horas ou dias, as quais podem ser unilaterais, latejantes e vir acompanhadas de náuseas, vômitos e intolerância à claridade e ao barulho. Apresenta-se em 16% das mulheres e em 6% dos homens. No conjunto, entre todas as manifestações de padecimento físico percebidas pelo ser humano, talvez a dor de cabeça comum e a enxaqueca sejam as mais freqüentes.
As demais dores - sensações desagradáveis que podem variar do simples desconforto até um ataque lancinante - motivam 80% das consultas médicas em todo o mundo. As mais reconhecidas são a cefaléia (dor de cabeça) e a lombalgia (dor na coluna). Nos mais velhos, os processos degenerativos também acarretam padecimento. Em intensidade, nada se compara àquela que parece ser o maior infortúnio físico humano, a neuralgia do trigêmeo, cujos sintomas são inflamação na lateral do crânio, na nuca, no pescoço, cansaço nos ombros e fadiga muscular na mastigação de alimentos sólidos. No ambulatório de cefaléia e algias craniofaciais do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), esse mal corresponde a 5% dos casos apresentados. Ele pode ser desencadeado por efeito gatilho, isto é, pelo simples toque na face ao fazer a barba ou mesmo pela ação do vento. Com duração de segundos, o suplício chega de repente e de maneira intensa. Freqüente em idosos e raríssimo em jovens, atinge mais mulheres do que homens. Para alguns autores, essa é a mais forte das mazelas humanas, que se anuncia como uma agulhada fortíssima que provoca choque de tempo curto e intensidade violenta. Em 0,3 segundo, a dor vai de 0 a 10 graus de intensidade e pode atingir proporção desesperante. "Pode até causar suicídio", alerta o médico Cláudio Fernandes Corrêa, presidente do Instituto Simbidor, que surgiu a partir do Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor. O evento para a discussão do tema, que ocorre desde 1994, transformou-se no instituto, que atualmente visa chamar a atenção para que dores como essas sejam tratadas.
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