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Janela da alma
Sim, essa pode ser a definição para o espetacular sistema oftalmológico, responsável por um dos sentidos mais importantes para o corpo humano: a visão. Orientar o cliente sobre prevenção e cuidados com os olhos é um verdadeiro benefício que a farmácia pode oferecer

POR JANAÍNA GIMAEL E ANDRÉIA BRASIL

Fotofobia: quando a luz fala mais alto
O uso de óculos escuros pode se fazer necessário não apenas para proteção contra os raios solares. Muitas pessoas sofrem com o excesso de sensibilidade à claridade, também conhecido como fotofobia. "A retina é formada por células fotossensíveis. Quando existe hipersensibilidade, os olhos passam a recusar o excesso de determinadas informações, no caso a luz, que acaba gerando grande desconforto", afirma Centurion. A fotofobia, que se manifesta, principalmente, em loiros, albinos e pessoas de olhos claros, geralmente é um sinal de processos inflamatórios no globo ocular, sejam eles intra ou extra-oculares. Em crianças com doenças congênitas, a aversão à luz é o principal sintoma apresentado. "A fotofobia dificilmente ocorre em olhos normais, mas há casos em que olhos saudáveis apresentam dificuldade em lidar com a claridade", explica Centurion. Apenas após o exame oftalmológico é possível definir a alternativa terapêutica para quem reclama de claridade excessiva. Se não for diagnosticada nenhuma doença, o paciente tem duas alternativas: aprender a lidar com ela, se o grau for minimamente suportável, ou encontrar maneiras de regular a quantidade de luz que entra nos olhos. Isso pode se dar pelo controle da intensidade de luzes artificiais ou pelo uso de óculos escuros em ambientes externos. Nesse caso, é importante escolher lentes com proteção contra raios ultravioleta, porque, como os óculos são escuros, a pupila fica mais dilatada e permite que entre uma quantidade maior de luz, o que pode fazer com que os mais sensíveis tenham maior predisposição ao desenvolvimento da catarata e de processos degenerativos de retina. Quanto às doenças, a fotofobia pode decorrer de astigmatismo, cicatrizes na córnea, doenças inflamatórias oculares relacionadas ao reumatismo, toxoplasmose, herpes e outras doenças infecciosas, neurológicas, psicológicas e psiquiátricas, (enxaquecas, por exemplo), além de alergia crônica nos olhos e câncer ocular. Bebês que nascem com fotofobia podem ter glaucoma congênito ou conjuntivite, doenças que requerem tratamento imediato. Outro grupo vulnerável é o formado pelas mulheres que têm mais de 50 anos, as quais, freqüentemente, apresentam diminuição no volume de lágrimas. Com isso, suas pálpebras grudam, o que provoca microlesões na córnea e também fotofobia. De qualquer maneira, o ideal é sempre procurar um médico para descobrir a causa.

O ROTEIRO PROCESSADO DA IMAGEM
 Quando os raios de luz entram no olho, eles passam pelo cristalino transparente e se curvam em direção ao centro de uma lente convexa, ou seja, arredondada na frente e atrás.
 Esses raios de luz curvados produzem uma imagem que é gravada na retina. Esta imagem é invertida, mas nosso cérebro a ajusta para que ela fique em seu formato correto.
 Quando olhamos para um objeto que está longe, os olhos movem-se na mesma direção. Os raios de luz, praticamente paralelos, entram neles e encontram cada retina em um ponto ideal para formar uma imagem nítida.
 No caso de objetos próximos, como os olhos estão separados apenas por alguns centímetros, a luz chega a eles em ângulos diferentes, e quando passa no respectivo cristalino ainda não produz uma imagem nítida em cada retina. Imediatamente, visando corrigir o problema, os cristalinos se tornam mais arredondados, fazendo com que a luz se curve mais e restaure a imagem.
 Cada olho produz uma imagem separada, as quais o cérebro sobrepõe para criar a imagem que enxergamos.


© DIVuLGAÇÃo/ © GetÚLIo PoNcIANo
"O PONTO ALTO DA PRÓTESE OCULAR É A AUTO-ESTIMA, É A QUALIDADE DE VIDA QUE ELA PROPORCIONA AO PACIENTE. DEPOIS QUE ELE COLOCA A PRÓTESE, O CONVÍVIO SOCIAL E O PROFISSIONAL MELHORAM"
Rodrigo Meyer, oftalmologista
QUANTO MAIOR O INTERVALO DE TEMPO ENTRE O ACIDENTE [QUEIMADURA OCULAR] E A IRRIGAÇÃO COM ÁGUA, PIOR O PROGNÓSTICO. NÃO SE DEVE ESPERAR POR SORO FISIOLÓGICO ESTÉRIL OU SOLUÇÕES NEUTRALIZANTES"
Eduardo de Lucca , oftalmologista do Instituto de Moléstias Oculares (IMO)

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Edição 192 - Novembro/2008

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