Tipos de medicamentos presentes no mercado farmacêutico:
Medicamentos de referência São, normalmente, medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente, por ocasião do registro junto ao Ministério da Saúde, através da Anvisa. Geralmente esses medicamentos se encontram há bastante tempo no mercado e têm uma marca comercial conhecida.
Medicamentos similares São medicamentos que possuem o mesmo fármaco, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia, indicação terapêutica e qualidade do medicamento de referência, mas não são intercambiáveis com este. São identificados por um nome de marca e também não são intercambiáveis com os genéricos e vice-versa.
Medicamentos genéricos São aqueles que contêm o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país, apresentando a mesma segurança que o medicamento de referência no país podendo, com este, ser intercambiável.
A intercambialidade, ou seja, a segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico, é assegurada por testes de bioequivalência apresentados à Anvisa. Essa intercambialidade somente poderá ser realizada pelo farmacêutico responsável, pela farmácia ou drogaria e deverá ser registrada na receita médica.
Aliás, em 2009 comemoram-se os dez anos de comercialização dos genéricos no Brasil. Eles são responsáveis por 17% do mercado, cujo principal atrativo são os preços mais baixos. De acordo com a lei, quando um medicamento genérico é lançado, deve custar, no mínimo, 35% a menos que o produto de referência - atualmente são registrados na Anvisa mais de 2.600 medicamentos genéricos.
A diferença dos medicamentos genéricos e os de marca está na embalagem. Somente os genéricos contêm em sua embalagem, abaixo do nome do princípio ativo que os identifica, a frase "Medicamento Genérico - Lei nº 9.787., de 1999". Além disso, os genéricos são identificados por uma grande letra "G" azul impressa sobre uma tarja amarela, situada na parte inferior das embalagens do produto.
Na hora da dispensação de medicamentos o farmacêutico deve primar pela segurança, eficácia e sempre manter o consumidor consciente na necessidade de orientação e prescrição por um bom profissional de saúde. Lembrando que uma vez carimbada e registrada a quantidade aviada em uma receita ela se torna inválida. Pois o carimbo e assinatura do farmacêutico indicam que aquela dispensação foi realizada naquela data e quantidade no respectivo estabelecimento. E os medicamentos controlados só devem ser vendidos com receituário timbrado.
Fontes:
Guia da Farmácia, Abril/2009
Anvisa
Texto: Adriana Bruno