Medidas simples como a troca de lâmpadas incandescentes por modelos compactos ou o uso máximo da luz natural dos ambientes fazem o valor da conta de energia de pontos comerciais diminuir consideravelmente. Com isso, os recursos economizados podem ser investidos em outros setores, como no treinamento de pessoal, na troca de computadores ou na melhoria da decoração da loja, tornando a empresa mais competitiva.
Pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco) aponta que o investimento em eficiência energética gera uma economia potencial anual de 11% para o comércio varejista. "Eficiência energética visa produzir mais com os mesmos insumos ou, em uma situação ideal, com menos insumos.
O que o mercado precisa saber é que a otimização do desempenho energético leva à vantagem competitiva e, consequentemente, a melhores resultados financeiros", explica o vice-presidente da Abesco, Marco Antonio Donatelli.
Na opinião do presidente dos Cconselhos para Assuntos de Eenergia e de Eestudos Ambientais da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Ffecomercio), José Goldemberg, a discussão do tema tem a ver com modernização. "Eficiência energética é um problema de inteligência que também tem a ver com o bolso. É uma questão de modernização, pertinente ao século 20. Isso sem falar nos impactos ambientais e no aquecimento global", considera.
O pequeno e o médio varejo também podem investir em ações sustentáveis e de eficiência energética, sem necessitar de grandes recursos.
De acordo com o vice-presidente da Abesco, alguns dos principais investimentos do setor de comércio e serviços estão na iluminação e climatização de lojas, no uso racional da água e em elevadores e escadas rolantes.