 |
Com o lançamento da RDC 44/09, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde fevereiro os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) esvaziaram as gôndolas das farmácias e passaram para dentro do balcão. Isso está proporcionando espaço extra para os estabelecimentos comercializarem produtos de alto valor agregado, que é o caso dos dermocosméticos. Segundo dados do Euromonitor, esse segmento faturou R$ 3,2 bilhões entre 2001 e 2006. "A expectativa de faturamento desse mercado em 2009 foi de R$ 700 milhões em vendas nas farmácias (valores ainda não confirmados). Entretanto, a dimensão exata do volume fica comprometida porque a categoria não existe junto aos órgãos regulatórios", destaca a gerente de produto Avène, Célia Lopes. O setor vem apresentando crescimento superior a 20% nos últimos cinco anos. O número de lançamentos e de novas marcas cresce anualmente, o que torna as perspectivas do setor extremamente positivas. "Vale notar que as transformações pelas quais passa a sociedade brasileira (envelhecimento da população, crescimento do poder aquisitivo, consolidação da participação feminina no mercado) são os verdadeiros motores de crescimento do mercado cosmético em geral e em particular dos dermocosméticos", pondera a executiva.
Classificados entre medicamentos e cosméticos comuns, esses produtos têm princípios ativos específicos e de eficácia comprovada e são prescritos, normalmente, por médicos. A dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, dona da marca de dermocosméticos que leva seu nome, Ligia Kogos, explica que há ingredientes recorrentes, como a vitamina C, ácido glicólico e ácido salicílico. "A tendência é a nanotecnologia, que faz com que substâncias instáveis, como a vitamina C, fiquem mais estáveis e não se degenerem. Essa vitamina, por exemplo, uma vez microencapsulada, pode ser utilizada em creme. Isso também proporciona maior prazo de validade aos itens. "Ela cita, ainda, as inovações de efeito tensor de superfície, como o liftline e o hidroxiprolisilane C. "O importante é que os dermocosméticos combatam os danos causados por poluição, estresse e cigarro, estimulem o colágeno, lubrifiquem a pele e não exijam uma rotina muito trabalhosa para o uso", comenta a dermatologista.
1 | 2 | 3 | Próxima >>