Atualmente, é registrada uma tendência preocupante entre os adolescentes: nesta fase precoce da vida muitos se expõem a um elevado risco de desenvolver cânceres de pele mortais, em busca de um bronzeado mais marcado.
O alerta vem de pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center in New York, que publicaram o estudo Prospective Study of Sunburn and Sun Behavior Patterns During Adolescence na revista Pediatrics.
Para descobrir o quanto a fotoproteção era relevante na adolescência, os pesquisadores, em 2004, entrevistaram 360 adolescentes, entre 10 e 11 anos, em Massachusetts, visando registrar quanto tempo eles ficavam expostos ao sol, quantas vezes usavam proteção solar e outras atitudes sobre bronzeamento, como experiências com queimaduras solares, por exemplo.
Três anos depois desta primeira etapa, em 2007, os pesquisadores registraram que o uso do protetor solar havia caído pela metade entre os jovens. A constatação causou alarde, pois os danos do sol registrados em idade precoce têm sido associados a um risco maior de melanoma, no futuro.
Segundo Stephen Dusza, um dos autores do estudo, “os adolescentes são bombardeados com imagens e mensagens veiculadas pela mídia que associam uma aparência saudável a estar bronzeado, sem levar em conta os danos precoces causados à pele. Quando lidamos com adolescentes entre 11 e 14 anos, há uma série de forças que promovem o bronzeamento a qualquer custo".
Já para a dermatologista diretora do Centro de Dermatologia e Estética (CDE), percebe-se diariamente que os adolescentes associam o bronzeado à uma boa aparência. “Mas é preciso esclarecê-los: o bronzeado é a resposta do corpo à exposição UV e revela que houve danos à pele. Ou seja, houve uma inflamação cutânea como resposta à queimadura solar, independente do grau de exposição", afirma a dermatologista.
Fonte: Centro de Dermatologia e Estética (CDE)
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