Novo estudo irá traçar o perfil e as tendências do setor
Creditam-se aos alquimistas as primeiras experiências na combinação sistemática de substâncias químicas e orgânicas para transformar a realidade e alterar o curso natural da vida humana.
Esta protociência, de resultados errantes, teve seu auge na Baixa Idade Média (século XI ao século XV).
Podemos deduzir que esses alquimistas estavam buscando, por que não, os atuais medicamentos com receitas, sem receitas ou OTCs (over the counter) e artigos para cuidados pessoais ou higiene e beleza, hoje sim, comprovadamente eficazes e abertamente disponibilizados na maior parte do varejo farmacêutico contemporâneo.
E para termos uma ideia do tamanho deste varejo, segundo o NE&PE – Núcleo de Estudos e Projeções Econômicas da GS&MD, as farmácias e drogarias norte-americanas movimentaram, em 2011, US$ 229,3 bilhões, ou R$ 389,8 bilhões, com um crescimento de 3,2% em relação ao ano de 2010.
No Brasil, ainda segundo análise do NE&PE, tendo como base o IBGE, IMS Health e Abrafarma, o varejo farmacêutico movimentou R$ 51,7 bilhões em 2011, com um crescimento de 9,8% em relação ao ano anterior, cujo faturamento total foi de R$ 47,1 bilhões. Isto é muito significativo, considerando que o crescimento médio do varejo brasileiro foi de 6,7%.
Se ainda incluirmos as perfumarias, que em 2011 movimentaram R$ 7,7 bilhões, estaremos falando de um mercado de R$ 59,4 bilhões e, o que é mais instigante, em plena fase de transformação.
Como em nenhum outro segmento, ocorreram duas grandes fusões quase simultaneamente em 2011 entre bandeiras que estavam entre as cinco maiores: Drogaria São Paulo e Pacheco, Droga Raia e Drogasil, com faturamentos em 2011 de R$ 4,4 bilhões e R$ 4,1 bilhões, respectivamente.
Somada a estas fusões, podemos ressaltar a forte política de aquisições de redes regionais por parte da Brazil Pharma, já ocupando o quarto lugar no ranking de faturamento, atrás apenas da Pague Menos.
Por fim, tudo isto somado às constantes notícias, nunca confirmadas, da chegada da maior rede mundial em número de lojas ao mercado brasileiro, a Rede Walgreens.
Com base nesta percepção, a GS&MD – Gouvêa de Souza está iniciando um estudo para aprofundamento do varejo farmacêutico brasileiro, tendo como objetivo o entendimento do momento e tendências das farmácias para a comercialização de OTC e produtos de higiene e beleza, com entrevistas com canais de distribuição e consumidores jovens, maduros e seniores, com e sem filhos, em quatro regiões do Brasil.
E, certamente, contribuindo para que a indústria e o varejo farmacêutico, conhecendo os anseios destes consumidores, continuem participando cada vez mais da qualidade de vida de seus clientes, oferecendo adequadamente produtos e serviços que aumentem sua longevidade com saúde e beleza. Tal qual sonhavam os antigos alquimistas.
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