Editora Price
Nossos sites
Anuncie
Fale Conosco
  Guia da Farmácia  

  Faça sua busca no conteúdo do site  
 
  Cadastre-se e receba por e-mail o Boletim do Guia da Farmácia  
 
  Assine
 
  Anuncie  
  Fale Conosco  
  Downloads  
  Dicionário  
  Expediente  














Envie para um amigo Imprimir
Saúde pública
Quando a balança fala mais alto
Causadora de doenças como acidentes cardiovasculares ou hipertensão, a obesidade é tratada como uma epidemia, contra a qual todos devem se prevenir. Mudança de hábitos alimentares, exercícios e medicamentos compõem a receita para rebater as estatísticas que vêm aumentando nos últimos tempos

POR ANA MARIA FREITAS

O peso ideal não existe. O considerado normal é um valor individualizado, que depende de fatores como idade, sexo e altura, além dos genéticos, culturais e patológicos. Mesmo assim, é possível desconfiar quando os ponteiros da balança ultrapassam a marca costumeira. É como se acendesse uma luz vermelha. A sensação de volume assume uma dimensão significativa se aquela roupa não serve mais porque a cintura está bem maior do que o cós da calça, por exemplo. Ou quando, no calor, o pé parece não caber dentro do sapato. Nesse ponto, geralmente, o senso de responsabilidade passa a funcionar. A cerveja de costume ou uma fatia a mais de pizza deixam de ser vistas como algo inofensivo. É preciso refletir, ao ver que o marcador revela que os números dispararam.

De acordo com o endocrinologista da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Walmir Coutinho, a prevalência da obesidade na população tem crescido rapidamente e representa um dos principais desafios da saúde pública neste início de século. Estatísticas revelam que 40 % dos americanos são obesos. No Brasil, os dados indicam que o percentual está na mesma casa, sendo que 4% dos brasileiros são obesos mórbidos, aproximadamente 7 milhões de pessoas. Pela primeira vez na história da espécie humana, o número de pessoas com excesso de peso ultrapassou o de desnutridos, totalizando 1 bilhão e 200 milhões em todo o mundo. Países que até pouco tempo só se preocupavam com a fome e a escassez de alimentos, já registram o crescimento dos obesos. O Brasil é um bom exemplo disso. Pelo menos 67 milhões de brasileiros estão com o peso acima do normal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o total global poderá chegar a 1,5 bilhão antes de 2015.

hutterstock
A obesidade não compromete apenas a auto-estima, ela também causa sérios danos à saúde

As implicações dessa escalada apontam para as complicações do problema. Entre as doenças que podem acometer pessoas com sobrepeso, estão o diabetes mellitus tipo 2, distúrbio do metabolismo que afeta os açúcares (glicose e outros), além do metabolismo das gorduras (lípides) e das proteínas, que produz, no decorrer do tempo, lesões graves e potencialmente fatais, como o infarto do miocárdio, derrame cerebral ou cegueira. Outra conseqüência pode ser a hipercolesterolemia (presença de quantidade de colesterol no sangue acima do normal), que pode causar doenças cardiovasculares, angina pectoris ou dores no peito devido à falta de oxigênio no músculo cardíaco (miocárdio), além do risco de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e hipertensão arterial. A apnéia do sono e problemas psico-sociais, como as dificuldades do candidato obeso para conseguir um emprego, assim como doenças ortopédicas e diversos tipos de câncer são outros problemas enfrentados por quem tem excesso de peso. O aumento do número de pessoas com a doença em diferentes populações, incluindo países do primeiro mundo ou economias em transição, sugere que diferentes fatores estariam determinando o que já é tratado como uma verdadeira epidemia.

DIVuLGAÇÃo
"ALGUÉM DE 70 ANOS DE IDADE DIFICILMENTE MUDARÁ OS HÁBITOS DE CONSUMO, MAS EDUCAR CRIANÇAS PODE SER UM PROCESSO BASTANTE EFICIENTE".
Presidente da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Márcio Mancini

Para Coutinho, entendendose que o patrimônio genético da espécie humana não pode ter sofrido alterações importantes num intervalo de poucas décadas, certamente as mudanças ambientais devem explicar o quadro. "Quando se avalia clinicamente um paciente obeso, deve-se considerar que diversos fatores predisponentes genéticos podem estar desempenhando um papel expressivo no desequilíbrio energético, que provoca o excesso de peso", afirma o especialista no documento denominado Etiologia da Obesidade, apresentado no site da Abeso. Acredita-se que o comportamento alimentar e os hábitos de vida sedentários, atuando sobre genes da susceptibilidade, sejam o determinante principal do crescimento da obesidade no mundo", sustenta.

O presidente da associação, Márcio Mancini, ressalta que trata-se de uma questão de saúde pública e deve ser levada em consideração na mesma medida em que se previne a hipertensão arterial ou os altos níveis de colesterol. Nesse sentido, se o peso continuar aumentando mesmo ao adotar medidas razoáveis, como diminuir o consumo de alimentos calóricos e aumentar a carga de exercícios, é recomendável procurar um médico. Mancini observa que isso deverá ser encarado como um problema de saúde qualquer. "Podese pedir exames e, ao ver os dados apresentados, se o profissional julgar conveniente para a necessidade do tratamento, decidir pela medicação ou não", avalia.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>
Edição 193 - Dezembro/2008

  Guia do Mês  
  Extras da Edição  
  Ed. Anteriores  
  Sobre o Guia
 
  Notícias  
  Legislação  
  Colunistas  
  Links  
  Testes  
   
   



   

 
 
 
   
         

Editora Price © Copyright 2008 - Editora Price
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff - Media Solutions