Adolescentes iniciam prematuramente sua vida sexual, com pouco contato com métodos contraceptivos e orientações
Apesar da facilidade no acesso às informações sobre relação sexual, seus riscos e métodos contraceptivos, cerca de 40% dos jovens entre 12 e 17 anos iniciam-se sexualmente sem se protegerem contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) e a gravidez indesejada e suas consequências.
Como profissional da saúde, o farmacêutico precisa colocar-se a disposição para orientar o adolescente e sua família sobre as transformações do corpo nessa etapa da vida, bem como estar disponível para responder perguntas que o adolescente ou sua família possam ter.
Abaixo, algumas informações complementares sobre sexualidade na adolescência fornecidas pela ginecologista e obstetra formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em reprodução humana, dra. Dra Denise Coimbra:
- Quais os principais riscos do início precoce da vida sexual entre adolescentes?
Com o avançar da adolescência para a vida adulta, naturalmente surgem às trocas de carícias mais ousadas e, a partir daí, deve-se iniciar a preparação para a relação sexual, discutindo métodos contraceptivos e de barreiras contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). Usar camisinha é condição essencial para o relacionamento íntimo, assim como procurar outras métodos de proteção.
- Quais os métodos contraceptivos mais indicados para esse público?
O casal deve usar preservativo em todas as relações, mas para contracepção, as melhores indicações são os implantes hormonais.- que não deixam de fazer efeito porque não precisa ser lembrado - e a pílula de baixa dosagem, desde que tomada corretamente.
- Qual o papel do farmacêutico nessas educação sexual?
O farmacêutico deve exigir e seguir as prescrições médicas e responder a qualquer pergunta sobre o uso do medicamento sem ser evasivo, de forma clara e objetiva.
- Qual a melhor forma de abordá-los e informá-los sem constrangê-los?
Hoje em dia, a abordagem sobre sexo com o jovem já não choca, mas muitas vezes pode causar constrangimento. Por isso, o adolescente pode ser sentir mais seguro se conversar ou tentar elucidar alguma dúvida com o farmacêutico. Esse profissional deve estar informado sobre o produto, indicação e posologia. Não perguntar sobre a vida ou comportamento sexual do casal, nem dar opinião caso o adolescente peça.
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