Empresas fazem ações para conscientizar a população
A falta de informações e leis faz com que grande parte da população faça descarte incorreto de medicamentos, podendo causar problemas à saúde pública e ao meio ambiente, pois a maioria dos produtos vão a aterros sanitários ou cursos de rios e lagos, sem nenhum tratamento.
Uma pesquisa realizada pelas Faculdades Oswaldo Cruz entrevistou 1.009 pessoas em São Paulo e mostrou que apenas 7% já teriam sido orientadas sobre o descarte de medicamentos vencidos, 75,32% descartam a medicação no lixo doméstico e 6,34% a jogam na pia ou no vaso sanitário. Além disso, 92,5% nunca perguntaram sobre a forma correta do descarte.
Segundo a mestre e coordenadora do curso de Farmácia da referida faculdade, Fátima Veiga, a principal causa é a falta de uma legislação para regulamentar o descarte de medicamentos de uso doméstico. “Além da falta de legislação, não temos orientações ou informações que cheguem à comunidade de maneira uniforme”.
Apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não ter normas sobre o assunto, a RDC 44/09 prevê que as farmácias e drogarias podem aceitar os medicamentos vencidos.
Para ajudar na conscientização das pessoas, ações isoladas são feitas por laboratórios e estabelecimentos. O laboratório Eurofarma, em parceria com o Pão de Açúcar, fez uma ação onde 28 pontos de coleta foram feitos em farmácias da rede.
A Almaderma, de Jundiaí, disponibiliza o descarte correto em sua loja. A farmacêutica da companhia, Mariana Pereira, explica: “Recebemos qualquer medicamento para descarte. A equipe de farmacêuticos analisa os produtos trazidos e registra as informações básicas, como dados do cliente, nome do medicamento e quantidade. Eles são acondicionados em lixeiras ecológicas e depois segregados conforme classificação da substância e forma física”.
Fonte: Guia da Farmácia – edição 222
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