Por Ludmilla Pazian
A osteoporese tem como causa a deficiência pós-menopáusica do estrogênio (hormônio feminino) e a deterioração da hemostasia (conjunto de mecanismos do organismo para coibir a hemorragia) do osso relacionada à idade. Como a expectativa de vida aumentou no Brasil, estes casos serão ou já são mais comuns, tornando-se um problema de saúde pública.
“Portanto, se o farmacêutico é capaz de identificar os pacientes que entram neste estágio, é capaz de orientá-los quanto aos problemas da osteoporose e a forma de identificar a doença de forma precoce e iniciar o tratamento adequado para promover a sua saúde”, considera o farmacêutico, e coordenador do curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo, Alexsandro Macedo Silva.
O farmacêutico pode orientar ainda sobre como o uso excessivo de algumas substâncias, como oglicocorticóide ou a tiroxina, também pode provocar osteoporose. “Assim, os pacientes que fazem uso contínuo destes fármacos, e que são acompanhados pelo farmacêutico, podem ser orientados quanto a doença, em relação ao diagnóstico e prognóstico, ajudando-os a lidar com o problema antecipamente”, ensina.
Avanços da terceira idade
Mudanças expressivas estão acontecendo na pirâmide etária brasileira nos últimos tempos. O Brasil passa de um País de jovens para uma nação com um número expressivo de idosos. Porém, o fator acarreta algumas necessidades, como a melhor orientação quanto aos problemas que costumam afetar a classe, como a osteoporose.
Acontece que a população idosa aumentou e aumentará a cada ano. O farmacêutico deverá, então, conhecer as doenças que acometem este grupo para que possa orientá-lo adequadamente e fazer o seguimento farmacêutico e garantir a sua qualidade de vida. “O atendimento deverá ser multiprofissional envolvendo médico, nutricionista, educador físico, fisioterapeuta e farmacêutico. O farmacêutico ajuda neste processo em esclarecer as dúvidas sobre a doença e o uso de medicamentos, o que facilita a adesão ao tratamento farmacológico, que é importante para o controle da doença”, avalia Silva.
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