Distúrbio prejudica produção de lágrimas
Diferentemente do que se pensa, a Síndrome do Olho Seco é muito comum, apesar de ser confundida com outros distúrbios, como infecções ou alergias oculares. Provocada pela deficiência na qualidade ou quantidade de lágrima produzida pelo organismo, pode prejudicar as condições de umidade e lubrificação do olho.
Isso porque as lágrimas podem ser definidas como um mecanismo natural para a proteção da superfície ocular que combate as infecções e os efeitos da poeira e outras partículas aéreas. Além disso, auxiliam na uniformização da superfície da córnea, permitindo uma visão clara e sem distorções, além de uma sensação de conforto nos olhos. Ou seja, com a produção comprometida, prejudica a umidade e lubrificação do olho.
Para o diagnóstico da doença, é feito o teste de Schirmer, onde o oftalmologista pode medir a produção, a taxa de evaporação e a qualidade das lágrimas. Após a confirmação da Síndrome, é necessário uso de uma lágrima artificial (colírio) que substitui o filme lacrimal natural. O produto precisa ser fisiologicamente compatível com a superfície ocular, aliviando, assim, os sintomas do distúrbio e repondo os componentes da lágrima natural.
O que causa a doença?
A produção de lágrima pode diminuir devido a diversos fatores, entre eles: ambientes (clima seco, com vento e sol, poluição, fumaça de cigarro, ar condicionado), doenças sistêmicas (como artrite, lúpus, Parkinson, Síndrome de Sjögren, algumas doenças de pele e alergias), idade (aos 65 anos, por exemplo, são produzidas 60% menos lágrimas do que aos 18 anos), uso contínuo de medicamentos (descongestionantes, antialérgicos, antidepressivos, tranquilizantes, diuréticos e anti-hipertensivos).
Fonte: Instituto de Moléstias Oculares
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