O número de idosos está crescendo, mas as condições de saúde da população não contribuem com o avanço. Segundo a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Ana Amélia Camarano, se não houver melhora na saúde, nos próximos dez anos o Brasil terá mais de quatro milhões de idosos com dificuldade para realizar tarefas diárias.
Esse dado representa um aumento de 1,3 milhão em relação ao observado no ano de 2008. “Isso mostra que o Brasil precisa investir com urgência em ações que fortaleçam as políticas públicas para os idosos”, explica a presidente do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE), Ingrid Mazeto.
Estudo do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que apenas na capital paulista há 1,3 milhão de idosos – o equivalente a 11,8% da população. Além disso, o número de idosos no Brasil cresceu 17%, e a previsão é de que aumente ainda mais.
Por isso, estabelecimentos comerciais e de saúde devem pensar em estratégias para atrair e facilitar para os consumidores idosos, assim como o Programa Farmácia Não Tem Preço, do governo. Nas lojas do projeto, parentes e amigos com procuração podem ir comprar os medicamentos. “Há idosos que, muitas vezes, têm dificuldade para se locomover. Ao facilitar o acesso aos medicamentos, humanizamos o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer parente ou amigo poderá ir às unidades”, revela o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento.
Em farmácias e drogarias, é possível eliminar degraus, não acumular produtos na entrada da loja, dispor de cadeiras, água e sanitário, além de estacionamento exclusivo para idodos na frente do estabelecimento.
Fonte: OLHE
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