Registro da genética humana pode impedir avanço da medicina personalizada
A maioria das doenças envolve muitos genes e agora, dez anos depois do sequenciamento do genoma humano, os pesquisadores começam a entender como funciona esta sinfonia genética em alguns casos.
Porém, segundo reportagem do O Globo, no horizonte já se começam a vislumbrar problemas: cerca de 20% dos genes humanos estão patenteados e teme-se que estas patentes impeçam o desenvolvimento da medicina personalizada, baseada em testes diagnósticos que buscam não um, mas vários genes.
Nos anos 80 e 90, identificar um único gene levava uma década ou mais. Assim foram descobertos o gene responsável pela doença de Huntington e o da fibrose cística, entre outros. Agora, as técnicas de sequenciamento leem milhões de letras do genoma por dia.
O resultado é que já se conhecem milhares de genes envolvidos em centenas de doenças, e está aberto o caminho para a tão anunciada medicina personalizada. É uma mudança de paradigma. Em um futuro próximo, testes genéticos ajudarão a estimar a eficiência do tratamento para cada paciente e seus efeitos secundários.
Ainda segundo a publicação, muitos acreditam que as patentes de genes podem ser um obstáculo para a medicina sob medida. Entre os milhares de genes patenteados está a metade dos que se sabem envolvidos com tumores, e muitos relacionados com outras doenças.
Em 2005, estudo publicado na revista “Science” contabilizava 4.382 genes humanos patenteados dos 23.688 então conhecidos do genoma.
| < Anterior | Próximo > |
|---|







