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Fito 2017

A abrangência dos fitoterápicos

indicacao 15033Com bom custo-benefício, poucos efeitos colaterais e grande sinergia com medicamentos tradicionais, o uso de produtos de origem natural pode ser um aliado para as mais diversas patologias 

A procura por produtos de origem natural é uma tendência mundial que engloba diversas frentes, como alimentação, vestuário e saúde. Neste terceiro nicho, os fitoterápicos se destacam e apresentam crescimento contínuo. No entanto, especialistas garantem que as vantagens de se realizar um tratamento com medicamentos fabricados a partir de plantas vão além da matéria-prima de origem natural. 

O benefício mais facilmente notado é o custo do produto. Por exigir menos gastos com pesquisa do que os medicamentos de substâncias sintéticas, os fitoterápicos chegam às prateleiras com um preço menor do que os produtos sintéticos.

Outro ponto positivo é a boa sinergia que os fitoterápicos têm com medicamentos tradicionais, reduzindo, em muitas situações clínicas, a dosagem necessária para manejo dos sintomas.

“As vantagens dos fitoterápicos estão relacionadas à incorporação da tradição popular no controle de sintomas, tendo efeito tanto científico, baseado em evidência clínica, quanto efeito placebo de melhora”, complementa a farmacêutica da Universidade de São Paulo (USP) e médica especialista em clínica médica com mestrado em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo, Dra. Karina Kiso.

Para pacientes que necessitam fazer uso frequente ou contínuo de medicamentos, no caso de tratamento de inflamações crônicas, déficits cognitivos, entre outros, a utilização dos fitoterápicos é altamente indicada, pois a categoria traz maior segurança no uso em longo prazo, pois, em geral, apresenta menos efeitos adversos e contraindicações quando comparada com os medicamentos de origem sintética.

“Além disso, os pacientes pediátricos, muitas vezes, podem fazer uso de medicamentos fitoterápicos em patologias nas quais os médicos ainda não têm segurança para prescrever um sintético”, destaca o presidente da Herbarium, Marcelo Geraldi.

Ação e patologia

Os medicamentos fitoterápicos podem ser utilizados para diversas doenças com complexidades diferentes, desde patologias mais simples até as de maior complexidade ou crônicas.

Veja, a seguir, a recomendação de tratamento para alguns sintomas e males bem comuns entre a população em geral. 

Ansiedade e estresse

A ansiedade patológica, assim como o estresse, tem alta prevalência nos tempos atuais, devido à aceleração do pensamento, ao excesso de informações, à sobrecarga de problemas, baixa resiliência e falta de treinamento em inteligência emocional.

De acordo com o médico especialista em homeopatia, fitoterapia e acupuntura pela Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Roberto Debski, estima-se que cerca de 20% da população mundial, em algum momento, passará por um episódio ansioso, que comprometerá a saúde e o bem-estar.

“As pessoas ansiosas vivem no futuro, preocupadas (préocupadas), imaginando problemas que ainda não ocorreram, mas que, em suas mentes, não terão solução. O ansioso tem um ‘excesso de futuro’, um futuro tenso e negativo, vivido antecipadamente e que traz sofrimento”, explica.

Essa falta de percepção do presente e o desencontro entre o corpo e a mente podem ser desencadeadores de estresse. Pesquisas apontam que o estresse pode até ser algo positivo, pois nos prepara para enfrentar desafios, mas torna-se prejudicial quando há falta de preparo ou resiliência para suportá-lo.

“Nessa situação, o estresse cresce e se torna crônico, desencadeando doenças, como a hipertensão arterial, diabetes mellitus, dores osteomusculares, entre outros males que roubam saúde e qualidade de vida”, alerta o Dr. Debski.

Prevenção: há maneiras de se evitar cair nas armadilhas de um cotidiano corrido, evitando desenvolver ansiedade e estresse crônicos. Atividade física regular, alimentação saudável, sono de qualidade e boas relações afetivas são alguns dos caminhos, mas o Dr. Debski vai além: “Meditar é uma prática que ajuda muito a melhorar os sintomas e reduzir a reincidência de transtornos depressivos, ansiosos e do estresse”, garante.

Tratamento: quando os males já estão instalados, é recomendável fazer uso de medicação e a fitoterapia fornece diversos recursos para se lidar melhor com a presença da ansiedade e do estresse no dia a dia.

Segundo a Dra. Karina, da USP e Santa Casa, uma das indicações é a Passiflora incarnata. “Os efeitos farmacológicos são mediados via modulação do sistema GABA (tipo de neurotransmissor), incluindo afinidades aos receptores GABAA e GABAB, e sobre a recaptação de GABA.”

O extrato de Valeriana officinalis também é capaz de interferir nos neurotransmissores cerebrais, e possui afinidade pelos receptores barbitúricos e receptores de GABA e benzodiazepínicos, aumentando sua disponibilidade na fenda sináptica, tendo assim um efeito antiansiolítico, moderador do humor, relaxante muscular e facilitador do sono.

“O extrato de Valeriana também apresentou afinidade com os receptores de serotonina e de melatonina, que têm relação com o sono, com a cognição e com a modulação do relógio circadiano (ciclo biológico de 24 horas)”, conta o Dr. Debski.

Já, extrato de Rhodiola rosea tem propriedades adaptógenas, modulando a resposta ao estresse. “O uso dessa substância aumenta a capacidade de proteção do organismo contra diversos estressores, como os radicais livres, o frio, a atividade física intensa e, além disso, aumenta a capacidade física, diminui a fadiga e possui efeitos estimulantes.”

 

Menopausa

Trata-se do período após a última menstruação da mulher, que marca o fim da fase reprodutiva. O episódio costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos de idade. Quando acontece antes desse período, é chamada de menopausa prematura ou precoce. Entre outras causas possíveis da menopausa, estão as cirurgias ginecológicas que incluem a retirada dos ovários.

Quando os últimos óvulos são produzidos pelo corpo feminino, os ovários entram em falência e as concentrações dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, caem irreversivelmente. É devido à queda de produção hormonal que a menopausa, apesar de não ser considerada uma doença, causa diversos sintomas desagradáveis, além de interferir na vida social e sexual da mulher. Entre os sinais da menopausa estão: ondas de calor, que podem vir acompanhadas de palpitações, mal-estar e sensação de desmaio, secura da mucosa vaginal, perda da libido, diminuição dos seios, cansaço, ganho de peso, ressecamento da pele e dos cabelos, dores de cabeça, perda da elasticidade e osteoporose. O diagnóstico da menopausa só pode ser feito depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Já a confirmação do climatério leva em conta os sintomas, além de exames clínicos.

Prevenção: a intensidade dos sintomas varia em cada mulher, mas a prevenção se dá pelo mesmo caminho. Desde jovem, é preciso adotar um bom estilo de vida, alimentação saudável, evitar a obesidade e o sobrepeso, praticar atividades esportivas regularmente, evitar o fumo, álcool e as drogas.

Tratamento: para aplacar as ondas de calor e sudorese, a Dra. Karina recomenda Glycine max (L.) Merrill, considerado um modulador seletivo de receptores estrogênicos. Para atenuar os sintomas da menopausa, também são indicados o uso dos fitoestrógenos. São eles:

Soja: muito usada pelas mulheres japonesas e chinesas, que apresentam muito menos sinais e sintomas da menopausa em comparação com as ocidentais. “A isoflavona da soja tem estrutura semelhante ao estrogênio feminino e diminui a intensidade dos sintomas em até 60%. Deve ser indicada pelo médico, e não deve ser usada em mulheres que apresentem contraindicação ao uso de hormônios, por ser um fito-hormônio”, explica o Dr. Debski.

Cimicifuga: também chamada de erva-de-são-cristovão ou Black Cohosh. Estudos mostram que a substância diminui os sintomas da menopausa em até 80% após algumas semanas de uso, além de agir na depressão e ansiedade comuns nesta etapa da vida da mulher.

Trifolium pratensis: conhecido como trevo vermelho, possui isoflavonas que atuam na diminuição dos fogachos da menopausa.

Valeriana officinalis: eficaz no combate à alteração do sono e ansiedade.

 

Memória

uma capacidade ou função cognitiva superior relacionada ao processo de retenção de informações no qual armazenam-se e se integram experiências de vida, sendo possível recuperá-las quando necessário.

“Utilizando a memória, elaboramos as vivências, acumulamos conhecimento e experiência e transformamos nossos relacionamentos. Criamos e desenvolvemos nossa história de vida e vivenciamos o processo de aprendizagem”, detalha o Dr. Debski.

As principais causas de alterações na memória são a demência senil, de origem vascular ou metabólica, e a doença de Alzheimer – ambas ocorrem principalmente em idosos. Porém, jovens também podem sofrer alterações de memórias, relacionadas a estresse, consumo de drogas ou álcool em excesso, e outras doenças.

Quando as alterações de memória afetam as habilidades diárias, podem causar acidentes, modificam a personalidade e as relações, sendo percebidas inclusive por pessoas de círculo diário de convívio. Nesses casos, é recomendável procurar ajuda médica para que um diagnóstico da causa possa ser elaborado.

Prevenção: assim como todo o corpo, o cérebro necessita de nutrientes adequados para um bom funcionamento. Vitaminas, minerais, ácidos graxos poli-insaturados derivados do ômega 3, além de repouso, gerenciamento do estresse e equilíbrio emocional são fundamentais. Buscar constantemente novos conhecimentos, manter a mente ativa, adquirir novos relacionamentos e troca de experiências, e manter-se útil, com um propósito de vida, também são fundamentais.

“A prevenção é muito importante para que o processo de envelhecimento ocorra de modo saudável. Não podemos evitar o envelhecimento, mas podemos retardá-lo e envelhecer bem, mantendo saúde física e mental e isto depende, principalmente, de comportamentos, de escolhas referentes à alimentação, de atividade física, do consumo de álcool ou drogas, de relações afetivas e de como se decide envelhecer”, destaca o Dr. Debski.

Tratamento: segundo a Dra. Karina, o Panax ginseng induz a formação e extensão em comprimento do axónio e/ou das dendrites neuronais (efeito neurotrópico), compensando perdas de neurônios vizinhos e prevenindo, consequentemente, a perda de capacidade cognitiva. “Protege os neurônios da citotoxicidade induzida pelo glutamato e do estresse oxidativo provocado pelo H2O2, assim como promove a multiplicação do número de dendrites em cada neurônio.”

Outros estudos demonstram que o Gingko biloba também pode ser utilizado em doenças e sintomas decorrentes da deficiência do fluxo sanguíneo no cérebro, nos problemas de memória e cognição, tonturas e dor de cabeça, vertigem e zumbidos, e nos estágios iniciais dos quadros de demências, como a demência senil, a doença de Alzheimer e demências mistas. 

“O Ginkgo biloba aumenta o fluxo sanguíneo e melhora a oferta de oxigênio para as células, protegendo os tecidos dos danos causados pela falta de oxigênio ou hipóxia, e também inibe a agregação plaquetária”, descreve o Dr. Debski.

 

Circulação

é um termo muito amplo que pode englobar dezenas de patologias. As mais comuns são as doenças circulatórias venosas, como as varizes – veias que se tornam insuficientes, dilatadas, tortuosas, principalmente, nas pernas e nos pés. A causa do problema, geralmente, é genética e familiar.

Além da questão estética, os sintomas das varizes costumam ser muito incômodos. São eles: dor, queimação, edema, e podem ocorrer complicações e problemas mais graves, como ulcerações, sangramentos, infecções e a trombose venosa profunda. 

“As mulheres, gestantes, obesas, que usam anticoncepcional e com tendência familiar são as mais predispostas às varizes e os sintomas podem se agravar durante o período pré-menstrual ou menstrual”, afirma o Dr. Debski.

Prevenção: inicia-se com um estilo de vida saudável. Evitar o sobrepeso, fazer atividade física regular, não usar roupas apertadas, não passar longos períodos sentado ou em pé, ingerir muitas fibras alimentares e evitar excesso de sal são algumas das atitudes que podem ser tomadas para evitar o surgimento das varizes.

Tratamento: mais uma vez pode ser indicado o uso do Ginkgo biloba. “Ele atua na estimulação de síntese de prostaglandina e ação indireta sobre as catecolaminas, causando indução na vasodilatação arterial e a diminuição da viscosidade do sangue”, detalha a Dra. Karina.

Já o Pinus pinaster contém vários componentes, entre os quais os flavonoides catequinas, epicatequina, taxifolina, ácidos fenólicos e procianidinas, todos com alto poder antioxidante, protegendo contra os radicais livres de oxigênio, aumentando a resistência vascular e agindo no endotélio dos vasos danificados. 

“Também aumenta a resistência capilar e melhora a microcirculação, reduz a permeabilidade vascular e o edema que ocorre na insuficiência vascular crônica, reduz a agregação das plaquetas, prevenindo a trombose”, indica o Dr. Debski.

Para aliviar os sintomas, também é possível realizar tratamento com Aesculus hippocastanum, a castanha-da-índia. Por conter flavoninas, saponinas, antocianina e cumarina, ela provoca o aumento da resistência capilar e tem ação anti-inflamatória, adstringente, flebotrópica e antiedematosa. 

A sensação de pernas cansadas é um dos sintomas mais comuns relacionado às alterações circulatórias venosas, como varizes e insuficiência vascular periférica, e pode ser combatida com essas indicações citadas.

 

Dor muscular e contusões

é uma queixa comum que pode envolver mais de um músculo, além de ligamentos, tendões e fáscias – tecidos moles que conectam os músculos, ossos e órgãos. Geralmente, surge após o uso excessivo de um músculo, por exemplo, durante a prática de exercício físico sem preparo.

De todo o corpo, as costas são as que recebem maior número de queixas. De acordo com dados da Pesquisa Nacional da Saúde, divulgada pelo governo no fim de 2014, 18,5% dos brasileiros adultos – 27 milhões de pessoas –sofrem de doenças crônicas na coluna. Os problemas localizados na região lombar são os mais comuns, atingindo 21% das mulheres e 15% dos homens. Quando se tratam de idosos, o número sobe para 28,9%.

A incidência da lombalgia é tão alta que, de acordo com o Instituto Nacional de Traumologia e Ortopedia (Into), estima que, na vida adulta, todas as pessoas sofrerão com pelo menos um episódio da dor na vida. Normalmente, as dores são provocadas pela má postura, associada a contrações musculares.

Outra dor que atormenta os brasileiros com muita frequência é a de cabeça. Com base na frequência da queixa nos consultórios médicos, estima-se que ao menos 70% dos adultos sofram do problema. Entre os acometidos, muitos são vítimas da enxaqueca, que se caracteriza por uma dor mais forte, latejante, acompanhada de visão turva, enjoo e irritabilidade à luz. As causas da dor de cabeça são variadas. Podem envolver desde questões mais simples, como desidratação, indigestão, tensão, até as mais graves, como aneurismas e tumores.

Prevenção: para evitar as dores musculares, a primeira iniciativa é a prática regular de atividade física, principalmente exercícios de força, que tonifiquem os músculos. Antes de qualquer esforço grande, é preciso aquecer e alongar o corpo. Beber bastante água, alimentar-se de maneira equilibrada e respeitar os limites do corpo também são fundamentais. Especificamente contra dor nas costas, recomenda-semanter uma postura adequada, principalmente durante o trabalho, local em que se passa boa parte do dia.  Investir em ginástica laboral também é uma boa alternativa para as empresas diminuírem o índice de absenteísmo provocado pela dor nas costas. Já para dor de cabeça, uma boa alimentação, horário regular de sono, ingestão adequada de água e atividades que aliviem o estresse são fundamentais.

Tratamento: não há um fitoterápico específico para esse sintoma que seja consagrado para esse uso, de acordo com a Dra. Karina. Mas existem alguns fitoterápicos estudados para dores articulares: Uncaria tomentosa (unha-de-gato) e Harpagophytum procumbens DC. e Harpagophytum zeyheri Ihlenf & H Hartmann (garra-do-diabo), que podem ser utilizados devido às propriedades anti-inflamatórias. Para dor de cabeça, recomenda-se o uso da capsaicina , presente em todos os tipos de pimentas. A substância ajuda a reduzir a sensibilidade à dor causada pela enxaqueca. A raiz de valeriana, devido às propriedades antiespasmódicas e sedativas, também ajuda a aliviar os sintomas. 

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