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Genéricos deverão abocanhar 45% do mercado até 2020

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Essa é a projeção que faz a recém-empossada presidente da Pró Genéricos, Telma Salles. Segmento é o mais dinâmico da indústria farmacêutica atual

A indústria de medicamentos genéricos fechou os cinco primeiros meses de 2012 com expansão de 21,2% no volume de unidades vendidas e de 34% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. Com tal movimento, a meta dos fabricantes de genéricos é atingir 30% de market share até 2013, com a expectativa de abocanhar uma fatia de 45% do mercado farmacêutico brasileiro em 2020. Essas são algumas das revelações que a nova presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), Telma Salles, fez em entrevista exclusiva ao Guia da Farmácia. Segundo a executiva, com 26% de participação no mercado brasileiro de medicamentos, os genéricos são hoje o ramo mais dinâmico e o motor de crescimento da indústria farmacêutica nacional. “Temos muito espaço para crescer no Brasil ao considerarmos países em que o mercado de genéricos já existe há mais tempo, como os EUA, onde os genéricos representam quase 70% do mercado”, acentua. Em quase 20 anos de atuação no setor farmacêutico, com passagens em postos estratégicos pelos laboratórios EMS e Sandoz e pelo Aché, onde ocupava a diretoria de Relações Institucionais, Telma Salles assume a presidência da Pró Genéricos no momento em que o segmento se encontra em um dos períodos de maior expansão, com produtos mais sofisticados sendo agregados ao seu portfólio.

 

Especial Genéricos: A senhora assume a presidência da Pró Genéricos, entidade que representa os 12 principais fabricantes de medicamentos genéricos do País, em um momento de grande expansão. Quais são os principais desafios do segmento?

Telma Salles: Minha agenda setorial inclui o importante aprimoramento do marco regulatório dos genéricos, a contestação dos pedidos de extensão de prazo de patentes, e a revisão da questão tributária, que representam hoje os maiores entraves ao desenvolvimento do setor. Vamos atuar para consolidar o avanço da indústria e as conquistas sociais promovidas pelos medicamentos genéricos.

 

Genéricos: Qual o impacto da crescente participação dos genéricos para o acesso a medicamentos no País? Quanto o consumidor brasileiro pode ter economizado desde que os genéricos foram lançados?

Telma: Os genéricos vêm se configurando como uma das mais importantes políticas públicas de acesso a medicamentos no País. Desde que chegaram ao mercado, em 2001, eles geraram cerca de R$ 28 bilhões em economia aos consumidores brasileiros e contribuíram de forma decisiva para a ampliação do acesso, especialmente no que diz respeito a drogas destinadas ao controle de doenças crônicas. Muitos cidadãos que se beneficiaram e ainda se beneficiam com os genéricos certamente não poderiam ter acesso a medicamentos se não fosse pela categoria que alia atributos de qualidade, eficácia e segurança a produtos de baixo custo.

 

Genéricos: Qual a expectativa de crescimento para o segmento de genéricos em 2012? Quais fatores devem influenciar nesse resultado?

Telma: O segmento deve crescer entre 20% e 25% em unidades ao longo de 2012. Já em receita o crescimento deve superar a casa dos 30%, tomando por base os resultados do setor no acumulado de janeiro a maio.

 

Genéricos: Em 2011, a participação dos genéricos no volume de vendas do setor farmacêutico cresceu em torno de 18%, passando de 21,2%, registrados em 2010, para 24,9%. De janeiro a maio deste ano, foram comercializados 264 milhões de unidades de genéricos no mercado brasileiro contra 216 milhões registrados na mesma época de 2011, o que representa alta de 21,2%. Com isso, a expectativa do setor é fechar o ano batendo nos 30% de participação de mercado. Pelos indicadores atuais, essa previsão tem fundamento? O que pode influenciar para confirmá-la?

Telma: O aumento da renda do brasileiro nos últimos anos e a ascensão social que impactou positivamente o poder de compra das classes C e D tiveram peso fundamental para o crescimento do setor. Além disso, o genérico vem auxiliando a execução de programas de ampliação de acesso a medicamentos. Um ótimo exemplo é o Farmácia Popular, em que os genéricos respondem por 65% dos medicamentos dispensados.

 

Genéricos: Desde que os genéricos foram implantados no Brasil, em 2001, o segmento cresceu mais do que o dobro da média do mercado farmacêutico. Qual o “teto” de participação da fatia dos genéricos no setor farmacêutico? Há parâmetros internacionais?

Telma: Nossa expectativa é de chegarmos a 45% de participação de mercado até 2020. Temos muito espaço para crescer no Brasil ao considerarmos países em que o mercado de genéricos já existe há mais tempo. Nos EUA, por exemplo, os genéricos representam quase 70% do mercado. Em países europeus como a Inglaterra e a Alemanha, a participação chega aos 60%.

Genéricos: Alguns medicamentos “blockbusters” de mercado, como Viagra, Levitra, Lipitor, Diovan, Crestor, entre outros, tiveram suas patentes expiradas nos últimos dois anos. Esses medicamentos representavam perto de 15% do faturamento do setor farmacêutico. Qual o peso que o fim da exclusividade dos medicamentos de marca teve para o crescimento do mercado de genéricos nos últimos anos?

Telma: O peso ainda não corresponde ao esperado, mas se considerarmos que os usuários e prescritores são tradicionais e grande parte dos genéricos consumidos atualmente são aqueles que foram lançados nos anos de 2000, 2001 e 2002, podemos afirmar que esse mercado tem muito ainda para crescer, e esse crescimento será progressivo.

 

Genéricos: Nos próximos anos outros medicamentos importantes também terão suas versões genéricas no mercado. Quais são os principais medicamentos que terão patentes vencidas neste ano e o que isso deve influenciar no crescimento do setor de genéricos?

Telma: Está previsto o vencimento de diversas patentes este ano que deverão trazer novos genéricos ao mercado, ampliando a gama de produtos oferecidos ao consumidor. Entre as substâncias que deverão ter suas patentes expiradas podemos incluir a Almotriptano, para o tratamento de enxaqueca, Aprepitante, para náusea, Atovaquona, para os casos de malária, Capecitabina e Everolimus, para tratamento do câncer, e o antibiótico Ertapenem. Também estão nessa lista a Famotidine, para úlcera, Imatinibe e Rituximab, usadas nos casos de leucemia, Sirolimus, utilizada em transplantes e a Ziprasidona, para distúrbios psicológicos.

 

Genéricos: O perfil dos dez medicamentos genéricos mais consumidos no Brasil aos poucos começa a mudar. Analgésicos e antibióticos, tradicionais campeões de vendas, começam a ceder espaço para produtos voltados para tratamentos de doenças mais complexas. Quais são os medicamentos genéricos que mais têm crescido e quais devem figurar no portfólio do segmento em breve?

Telma: Dos dez medicamentos mais vendidos no País, oito são genéricos. Drogas mais atuais para o tratamento de doenças crônicas devem aumentar sua participação nos próximos anos.

 

Genéricos: Na conta desse movimento do setor estão os medicamentos que tratam de enfermidades mais complexas. Uma nova regulamentação de registro da Anvisa deve facilitar a produção de medicamentos para doenças como o câncer. Como isso impactará o setor de genéricos?

Telma: O vencimento da patente faz nascer um novo medicamento genérico, entretanto o aumento da pesquisa sempre terá um impacto positivo no aumento da segurança e eficácia do medicamento, não discriminando se é um mais antigo ou mais novo. A regra simples de ampliação do acesso é: mais produtores representam maior competição e menor preço, gerando aumento da demanda. A atividade contínua dos fabricantes junto aos prescritores e nos pontos de venda, aliada à confiança da população no uso do genérico, vai aumentando sua participação no mercado.

 

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