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Desempenho dos medicamentos

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Segmento eleva em 14,5% suas vendas em 2011, sustentando ritmo forte dos últimos anos. Expectativa para 2012 é manter o patamar de crescimento do ano passado

Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encerrou o ano alcançando R$ 4,14 trilhões, representando elevação de 2,7% sobre o exercício anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de o resultado ser bem abaixo das expectativas do governo, que esperava algo na casa dos 5%, o valor evidencia o bom momento econômico do Brasil, sobretudo em uma conjuntura internacional adversa, na qual os EUA e principalmente a Europa enfrentam graves dificuldades para voltar a crescer. Mesmo com a desaceleração, o montante colocou o Brasil na sexta posição do ranking mundial da economia, ultrapassando pela primeira vez na História o Reino Unido. O crescimento bem menor do que o de 2010 (7,5%) não impediu, contudo, a criação líquida de empregos formais, que em 2011 manteve-se em alta, alcançando perto de 2 milhões de postos de trabalho, além da expansão de 4,7% na Formação Bruta de Capital Fixo, que representa os investimentos no aumento da capacidade produtiva.

O consumo interno vem sendo um dos principais motores do crescimento do País. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que a economia em 2012 continuará sustentada pelo consumo doméstico, que deve contribuir com 2,6 pontos percentuais da elevação do PIB. Segundo levantamento da Fecomercio, os brasileiros vão consumir R$ 1,4 trilhão dos R$ 2 trilhões que o Brasil deve adicionar ao PIB até 2020, e perto de R$ 800 bilhões virão da classe C. As famílias com renda entre R$ 1,4 mil e R$ 7 mil, que representam aproximadamente 30 milhões de lares ou 52% da população, vão consumir mais serviços, educação e saúde. A elevação do poder de compra da classe C e das ascendentes D e E tem influência direta nos resultados do setor farmacêutico como um todo e do segmento dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em particular, uma vez que esses medicamentos se tornam mais acessíveis. Com a elevação do poder aquisitivo, aumenta a preocupação com a saúde e, consequentemente, cresce a produção e venda de medicamentos.

De forma geral, indústria e varejo farmacêutico estão entre os segmentos que mais têm aproveitado os bons ventos da economia brasileira. De acordo com a Federação Internacional da Indústria Farmacêutica, a taxa de crescimento das vendas de medicamentos no Brasil vem se mantendo seis vezes superior ao desempenho dos mercados desenvolvidos. A média de expansão gira em torno de 13% ao ano, enquanto nos países ricos não chega a 2%. Em 2010, a indústria farmacêutica brasileira apresentou elevação de 19,97% em relação ao ano anterior, atingindo faturamento de R$ 37 bilhões. No ano passado cresceu 18,7%, chegando a R$ 44 bilhões. Já a categoria de MIPs quer aproveitar esse ritmo e continuar a crescer forte, abocanhando novos nacos do ramo farmacêutico e se aproximar do líder da indústria, o segmento ético, que responde por 40% do mercado, segundo dados da consultoria especializada no setor farmacêutico IMS Health. Atualmente, o ramo de MIPs ocupa a vice-liderança, com 25% de participação. Em 2011, o segmento teve suas vendas elevadas em 14,5%, atingindo R$ 12,5 bilhões. Considerando os últimos cinco anos, a taxa média de crescimento desse ramo farmacêutico gira em torno de 16%. “Em termos de vendas, no ano passado o segmento de MIPs se manteve em linha com o crescimento do setor farmacêutico como um todo”, afirma Aurélio Villafranca Saez, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip). “Um dos fatores que mais influenciaram no resultado foi a elevação da renda da população brasileira, que vem se mantendo em alta nos últimos anos. Em particular, das classes C, D e E. Nessas faixas de renda há uma relação direta entre o aumento do poder aquisitivo e o potencial de consumo de produtos como os MIPs. Como esses medicamentos dependem da venda espontânea, a elevação da renda é decisiva na hora da compra”, pondera Saez.

No cálculo das vendas em unidades, houve crescimento de 9,8% entre 2010 e 2011, segundo levantamento da IMS Health, passando de 740 mil para 839,6 mil caixas de medicamentos. Foram lançadas 197 apresentações ao longo do ano. Influenciada por esses indicadores e pelas boas perspectivas da economia brasileira, a expectativa do setor para 2012 se mantém em alta. “Para este ano a perspectiva é manter o ritmo de crescimento de 2011, podendo avançar ainda mais, dependendo do aumento da renda dos brasileiros”, afirma o diretor de Relações Institucionais da Abimip. Segundo o executivo, comparado a mercados de outros países, o segmento de MIPs está bem consolidado no Brasil e, diferentemente do que ocorre com os medicamentos de marca, que sofrem a concorrência dos genéricos, o mercado de MIPs depende apenas de suas vendas para crescer.

Dentro do setor dos MIPs, o ramo dos analgésicos mantém a liderança histórica e no ano passado atingiu faturamento de R$ 2,02 bilhões, aumento de 15% sobre o resultado de 2010, que registrou R$ 1,75 bilhão. Com o resultado, o segmento mantém a fatia de 16% do mercado de MIPs e de 4,6% do total do setor farmacêutico. Em unidades, o grupo dos analgésicos também cresceu 15% em 2011, passando de 136,3 mil para 156,4 mil caixas comercializadas. No segundo lugar da lista dos MIPs mais vendidos vêm os relaxantes musculares, que fecharam 2011 com faturamento de R$ 1 bilhão (aumento de 14% sobre 2010) e 47,2 mil unidades comercializadas. Cremes hidratantes e protetores solares ocupam o terceiro posto do setor de MIPs, fechando 2011 com 45,9 mil unidades vendidas e faturamento de R$ 881,4 milhões. Um nicho que tem mostrado vigor é o de vitaminas e polivitamínicos. Esse ramo cresceu 16,62% em faturamento no ano passado, passando de R$ 581,2 milhões, obtidos em 2010, para R$ 688,1 milhões. Em 2010 o crescimento já havia sido expressivo – 26,7%. No cálculo de unidades, o segmento cresceu 8,72% em 2011, com 15,8 mil caixas comercializadas.

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