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MIPs de inverno

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Estação mais fria eleva casos de doenças respiratórias, fazendo com que farmácias reforcem o estoque de antigripais, xaropes, vitaminas, analgésicos e antialérgicos. Vendas aumentam cerca de 30% nessa época

A queda da temperatura com a chegada do outono e principalmente do inverno traz consigo o aumento das afecções respiratórias, desde gripes, resfriados, otites, sinusites, bronquites, rinites e outras alergias respiratórias, até doenças mais graves como a pneumonia e a asma. Isso porque nessa época do ano bactérias e vírus encontram as condições ideais para se proliferar. Além disso, o clima seco e a inversão térmica da estação favorecem o aumento da concentração de poluentes no ar, o que irrita as vias respiratórias, causando ou agravando doenças nessa área. Crianças e idosos são mais suscetíveis a desenvolverem doenças respiratórias porque possuem sistema imunológico mais sensível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência dessas enfermidades aumenta 40% no inverno. No Brasil, entre 20% e 25% da população é atingida por doenças respiratórias que se agravam durante o inverno. As mais graves delas são a pneumonia e a asma, que estão entre as primeiras causas de internação no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), a asma atinge 10% da população brasileira e é responsável por 400 mil internações hospitalares por ano e 2 mil mortes.

 

Nesse quadro, a procura por medicamentos voltados ao trato respiratório aumenta de forma importante a partir de meados do outono – principalmente os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) e antibióticos. O aumento das vendas, que começa já a partir de maio e vai até agosto, supera 30%, em média. Levantamento realizado pelo laboratório Aché revela que o período mais frio do ano representa 35% do total das vendas anuais em valores e 34% em unidades. A empresa destaca que o mercado farmacêutico brasileiro cresceu 19,7% no período do inverno (maio/agosto) de 2011, montante um pouco acima do total anual, que cresceu 18,9%. Comparando a demanda desse período sazonal (maio/agosto) versus o período anterior não sazonal (janeiro/abril) houve incremento de R$ 1,9 bilhão e de 79 milhões de unidades. “Crescemos 20% em 2011, devido principalmente à alta performance de marcas estabelecidas como Decongex e Flogoral”, afirma Joaquim Alves, gerente de marketing de MIP do Aché. Os dois primeiros são usados principalmente durante o inverno, por conta de sua ação contra gripes, sinusites e rinites (Decongex) e para inflamação na garganta (Flogoral). “Em 2012 esperamos crescimento da ordem de 15%, que deverá ocorrer em função de lançamentos como o primeiro nutracêutico do Aché, o Inellare (suplemento de cálcio com a Tecnologia de Dissolução – TADS), e de um suplemento para gestantes que é gold standard nos mercados europeu e americano”, acrescenta Alves.

Os medicamentos para o trato respiratório lideram a lista anual dos MIPs mais vendidos, encabeçada pelos analgésicos e antivirais. Esse segmento movimenta mais R$ 4 bilhões anuais no Brasil, segundo levantamento da consultoria especializada no mercado farmacêutico IMS Health, e tem crescido a dois dígitos nos últimos três anos. Entre fevereiro de 2011 e janeiro deste ano a elevação do faturamento atingiu 17,8% – saltando de
R$ 3,6 bilhões para R$ 4,2 bilhões. No mesmo período do ano passado em relação a 2010, o crescimento foi ainda mais expressivo: 21,52%. De 2009 para 2010, o aumento da receita foi de 18,65%. Em número de unidades vendidas o segmento vem superando o crescimento anual do setor farmacêutico como um todo nos últimos três anos. De fevereiro de 2011 a janeiro deste ano a elevação foi de 13,03%, passando de 239,3 milhões de unidades comercializadas para 270,5 milhões. No mesmo período o setor farmacêutico cresceu 12,76%. Entre 2010 e 2011 a diferença foi ainda maior. O segmento de medicamentos para o trato respiratório cresceu 21,12%, contra 17,06% do setor como um todo. “É comum observarmos aumento nas vendas de antibióticos e antigripais no inverno e até mesmo no outono”, afirma Ricardo Ferreira, diretor da Boiron do Brasil.

Em termos de saúde, cresce na população a preocupação em investir na prevenção. “O número de produtos voltados para o bem-estar e prevenção de doenças, como vitaminas, sais minerais, repositores, suplementos, alimentos funcionais, tem crescido de forma significativa em vários mercados mundiais, e no Brasil não é diferente”, afirma Aurélio Villafranca Saez, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip). Novos nichos têm surgido a partir dessa premissa. “Tratamentos com fitoterápicos e medicamentos com menor efeito colateral e que não deixam o paciente sonolento também vêm ganhando adeptos”, pondera Marconi Sampaio, presidente da Natulab. “Igualmente, os medicamentos que fortalecem o sistema imunológico, sobretudo polivitamínicos, também vêm sendo bastante demandados”, diz Sampaio. Cosméticos e produtos dermatológicos também seguem nessa linha de maior atenção à saúde e cuidados pessoais que têm ampliado participação de mercado. No caso do inverno, cresce a procura por hidratantes e outros cremes, tendo em vista o aumento do ressecamento da pele por conta da estação fria e seca. 

 

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