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Hábito fundamental

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Higienizar as mãos com frequência é um ato simples, mas de extrema importância para a saúde, que deve ser incentivado desde a infância pelas mães

Na década de 1860, o médico austríaco Ignaz Philipp Semmelweis decidiu investigar por que a clínica obstétrica onde trabalhava tinha uma taxa de mortalidade das pacientes três a dez vezes maior que outra unidade onde as mulheres eram atendidas por parteiras. 

Após certo período de estudo, o médico concluiu que a única diferença entre os partos realizados pelos profissionais da clínica e pelas parteiras era a higienização das mãos. Decidiu, então, exigir que os médicos da clínica passassem a realizar a assepsia das mãos antes do parto. O resultado foi impressionante: a taxa de mortalidade das parturientes, que girava em torno de 40%, caiu para 3%. 

Foi a partir dessa descoberta que a importância de manter uma boa higienização foi disseminada entre os profissionais de saúde e, posteriormente, entre a população. 

É um ato simples, mas de extrema importância para a saúde, conforme explica o infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. José Ribamar Branco: “A mão é um dos principais veículos de transmissão de doenças. Se você tem uma gripe e espirra, você utiliza as mãos para cobrir o espirro. Em seguida, você toca na mesa, no telefone. Isso facilita a transmissão para outras pessoas que vão pegar nos mesmos objetos”.

Quando se fala da importância da higienização das mãos para evitar a proliferação de doenças, as gripes e os resfriados são os problemas mais citados. No entanto, mãos mal lavadas também podem colaborar para a transmissão de outras doenças, como endobactérias, que provocam diarreia, e dentro de ambientes hospitalares, infecções provocadas por bactérias multirresistentes. 

Diante de tantos riscos, é fundamental que a higienização das mãos faça parte da rotina. “Sempre depois de ir ao banheiro, antes de manusear alimentos, ao chegar da rua”, exemplifica o Dr. Branco, lembrando que o hábito deve ser ensinado desde criança, daí a importância de uma mãe presente e atenta. “É preciso educar as crianças a lavar as mãos. E os pais têm de dar o exemplo. Isso é muito importante, porque as crianças imitam muito os pais. Não adianta mandar lavar, se os pais não lavam”, alerta o Dr. Branco, lembrando que os pequenos estão mais suscetíveis a infecções, por isso precisam ser acompanhados de perto.

Um dos grandes debates que ocorrem em torno da maneira correta de se higienizar as mãos é sobre a escolha entre sabonete e álcool em gel. De acordo com o Dr. Branco, não há razão para discussão, já que ambos os processos de higienização são igualmente eficientes. “A diferença é que o álcool em gel está mais disponível, pode ser levado a qualquer lugar.” 

De acordo com o diretor comercial da Hi Clean, Igor Malatesta, o álcool em gel é capaz de eliminar 99,9% das bactérias. “O ideal é que seja aplicado cerca de 1,3 ml de álcool em gel na palma da mão.” As embalagens pump já são programadas para liberar a quantidade correta de produto.

 “Quando se higieniza com o sabão, a limpeza correta leva em torno de 40 segundos. Já com o álcool em gel, é mais rápido, em torno de 20 segundos”, descreve o Dr. Branco.

Autor: 
Flávia Corbó

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