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Especial Mulher 2016

Patologias características

saude 14100A composição do corpo feminino já deixa a mulher mais suscetível ao surgimento de certas doenças, no entanto, a adoção de maus hábitos fez com que a saúde da mulher piorasse nos últimos anos

As últimas décadas foram marcadas por diversas conquistas. O direito ao voto, o ingresso no mercado de trabalho e a independência financeira foram algumas delas. No entanto, toda mudança traz uma consequência. Ao se inserirem na mesma rotina atribulada dos homens, o índice de doenças típicas, de maus hábitos de vida, como falta de exercícios e má alimentação aumentou entre elas. 

Atualmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em mulheres no Brasil. Inclusive, depois dos 60 anos de idade, são elas a maioria das acometidas pelo problema. “Nos últimos anos, a incidência de doenças cardiovasculares em homens vem diminuindo de maneira mais acentuada, colocando a população feminina em maior destaque. Ou seja, a prevenção tem sido feita de maneira mais eficaz em homens”, alerta o cardiologista e diretor médico do Hospital Santa Paula, Dr. Otavio Gebara.

De acordo com o especialista, o aumento da prevalência de doenças cardiovasculares em mulheres se deve a dois fatores: “Maior consciência da importância da doença e, consequentemente, melhoria nos diagnósticos; e estilo de vida que favorece os fatores de risco, como sedentarismo, dieta inadequada, sobrepeso e obesidade, diabetes e hipertensão”.  

Todos esses fatores poderiam ser controlados somente com a adoção de hábitos saudáveis, que mostram ser capazes de reduzir em mais de 60% o risco de doença cardiovascular em 20 anos. “A alimentação saudável é um dos pilares da boa saúde e é fundamental no controle e prevenção de diversas doenças cardiovasculares e metabólicas, entre elas, a hipercolesterolemia (colesterol alto), a hipertrigliceridemia (triglicérides elevados), o diabetes mellitus, a hipertensão arterial, entre outras. Ela pode ser inclusive o fator decisivo entre a necessidade ou não de uso de medicamentos para controle dessas e de outras patologias”, destaca o Dr. Gebara. 

Não é a apenas o aparelho circulatório que fica sobrecarregado por um estilo de vida ruim. O câncer, segunda maior causa de mortalidade entre as mulheres, também está ligado aos hábitos cotidianos. Nesse caso, um fator de risco preocupante é o tabagismo. De acordo com o site Tobacco Atlas, as mulheres brasileiras fumam 11,1% mais que as de outros países.

O resultado desse comportamento nocivo é alarmante. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2016, o número de mulheres com câncer para cada 100 mil habitantes é de 300.870 – índice menor que dos homens que apresentam 295.200 casos por 100 mil habitantes. Entre os tipos de câncer mais comuns para as mulheres está o de mama, que surge na primeira colocação com 28% dos casos registrados. Em seguida, aparece o de cólon e reto, com 8,6%, colo de útero, com 7,9%, o de pulmão, com 5%, seguido do de estômago, com 3,7%.

A melhor saída para reduzir a incidência da doença, mais uma vez, está ligada à rotina. “Reduzir o tabagismo, evitar a obesidade, praticar exercícios, além de realizar exames de prevenção para o câncer de pele, mama e colo de útero”, enumera o oncologista do Hospital Santa Paula, Dr. Tiago Kenji.

Problemas em destaque

Além de ter adotado hábitos nocivos à saúde, a mulher também apresenta mais incidência de algumas doenças devido a características únicas do organismo feminino. Um exemplo é a osteoporose, caracterizada pela perda de massa óssea e um aumento do risco de fraturas. A doença é mais comum durante o climatério, principalmente no início da menopausa, em que a diminuição dos hormônios femininos provoca um desequilíbrio entre a formação dos ossos e a reabsorção óssea. 

De acordo com a reumatologista do Hospital Santa Paula, Dra. Maria Cecília Anauate, os locais mais afetados pela perda são coluna lombar, fêmures e punhos. “Uma fratura osteoporótica é tipicamente associada a uma dor intensa e localizada acompanhada de espasmo muscular e redução do movimento articular. Já as fraturas vertebrais podem ser totalmente assintomáticas e associadas somente com uma perda de altura e uma cifose torácica progressiva. As fraturas da coluna lombar resultam em uma retificação progressiva da lordose lombar e podem desenvolver uma escoliose”, detalha.

Para prevenir o surgimento do problema, aconselha-se a ingestão diária de cálcio de 1.200 mg para adultos com mais de 50 anos de idade. “Exercícios como musculação devem ser feitos; além de uma caminhada de pelo menos 40 minutos por dia, quatro dias por semana. Exercícios de alongamento, pilates ou de Reavaliação Postural Global (RPG) também podem ser recomendados. Deve ser evitada a ingestão de álcool, cafeína e fósforo”, orienta a Dra. Maria Cecília. 

A menopausa também pode ter outros efeitos ruins, como o surgimento da incontinência urinária e do ressecamento vaginal. A falta de estrogênio, o principal hormônio feminino, que deixa de ser produzido pelos ovários após a menopausa, leva a mudanças no funcionamento da musculatura da pelve e na genitália feminina, ocasionando a dificuldade de segurar a urina. 

“Existem diferentes tipos de incontinência urinária, por isso é importante o acompanhamento com um ginecologista, que vai definir o melhor tratamento para cada caso, que pode ser com medicação, fisioterapia ou até cirúrgico”, lembra a ginecologista do Horas da Vida, Dra. Luiza Riccio. 

A mesma queda na produção de estrogênio também faz com que a região genital torne-se mais atrófica, ou seja, mais fina e sensível e com a lubrificação comprometida, levando aos sintomas de ressecamento vaginal. “O problema pode ser tratado com lubrificantes ou com o uso de cremes vaginais hormonais, sempre por recomendação do ginecologista”, afirma a Dra. Luiza.

Outra doença que é mais comum entre as mulheres é a infecção urinária, devido a uma questão de anatomia: a uretra feminina, que é o canal por onde sai a urina, é mais curta, possui apenas três centímetros. Além disso, está próxima da entrada do canal vaginal e da região do ânus, o que facilita que as bactérias alcancem a uretra e cheguem até a bexiga, causando infecções.

“A urina normalmente é estéril, ou seja, não deve conter bactérias. No momento em que elas chegam aos órgãos urinários, subindo pela uretra e atingindo a bexiga, se instalam e causam infecção, levando a uma reação inflamatória que ocasiona todos os sintomas desconfortáveis”, relata a Dra. Luiza. 

Há alguns comportamentos que podem reduzir a incidência do problema: beber bastante água; evitar segurar a urina por muito tempo; sempre fazer a higiene íntima no sentido da frente para trás, nunca ao contrário; sempre urinar após as relações sexuais.

Questões preocupantes 

A menstruação é outra característica exclusiva do organismo feminino. E junto dela podem vir alguns desconfortos, como cólica e Tensão Pré-Menstrual (TPM). Estima-se que a cólica menstrual possa atingir de 40% a 70% das mulheres com menos de 30 anos de idade. Em torno de 85% de todas as mulheres que menstruam relatam apresentar pelo menos um ou mais sintomas pré-menstruais. Porém, somente cerca de 2% a 10% relatam sintomas incapacitantes, segundo números apresentados pela Dra. Luiza.

A cólica menstrual (ou dismenorreia) ocorre pela liberação de substâncias chamadas prostaglandinas durante o fluxo menstrual, que causam a contração do útero e dor. Já a TPM seria um conjunto de manifestações físicas, emocionais e comportamentais nas mulheres em idade reprodutiva, durante a chamada fase lútea do ciclo menstrual: após a ovulação e antes da menstruação. 

“Os sintomas e a intensidade podem variar de mulher para mulher e alteram as atividades diárias da paciente. Acredita-se que esses sintomas são decorrentes da interação entre os neurotransmissores do sistema nervoso central e os hormônios normalmente produzidos durante o ciclo menstrual”, conta a Dra. Luiza.

A boa notícia é que há maneiras de amenizar os sintomas, tanto a cólica menstrual quanto da TPM. Mudanças de hábitos de vida, que incluem horas adequadas de sono, redução do estresse, alimentação balanceada e, principalmente, a realização de atividade física regular, podem ajudar a atenuar os sintomas desagradáveis. 

“Caso seja necessário o uso de medicamentos para aliviar a dor da cólica menstrual, os mais eficazes são os anti-inflamatórios. Se a cólica for se tornando cada vez mais intensa, não apresentar melhora com medicações simples ou vier associada a outros sintomas, como dor na relação sexual ou dor fora do período menstrual, a paciente deve procurar o seu ginecologista para uma avaliação”, alerta a Dra. Luiza. 

Com relação à TPM, quando a paciente tem sintomas incapacitantes e que não melhoram com essas medidas de qualidade de vida, também pode ser necessário o uso de medicações, sempre com o acompanhamento de um médico.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) também podem ter consequências diferentes nos homens e nas mulheres. O HPV, ou Papiloma Vírus Humano, por exemplo, pode tornar-se um câncer do colo do útero quando não tratado corretamente. Mas a princípio, é um vírus comum. Estima-se que quase 80% das mulheres vão ter contato com o vírus HPV em algum momento da vida. E, na grande maioria das vezes, não apresentam nenhum sintoma – em quase 90% das mulheres infectadas, o próprio sistema imunológico vai inativar o vírus em até dois anos.

O HPV é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, como vulva, vagina, colo do útero e pênis. Sua transmissão ocorre, principalmente, por via sexual, mas vale ressaltar que qualquer tipo de contato íntimo desprotegido pode transmitir o vírus, não apenas nas relações com penetração. 

“O HPV também pode ser transmitido no parto, durante a passagem do bebê pelo canal vaginal. Existem mais de 200 tipos de HPV, classificados como HPV de baixo risco (causando verrugas genitais) ou alto risco (que podem causam o câncer de colo do útero)”, afirma a Dra. Luiza.

Entre as mulheres, o HPV pode ser diagnosticado por meio de exames que são colhidos juntamente com o papanicolau, e as lesões causadas pelo vírus podem ser visualizadas na colposcopia, vulvoscopia, peniscopia e anuscopia. A presença do vírus sem nenhuma lesão não precisa ser tratada. Medidas que reforcem o sistema imunológico, como hábitos de vida saudáveis, evitar o estresse, alimentação adequada e prática de exercícios físicos ajudam o corpo a inativar o vírus. 

“Vale lembrar também que o HPV pode permanecer incubado por anos sem causar lesões, sendo difícil estimar em que momento da vida aconteceu o contágio. Caso a paciente apresente verrugas genitais ou alteração no papanicolau ou colposcopia causadas pelo vírus, estas lesões precisam ser tratadas pelo ginecologista”, diz a Dra. Luiza.   

Autor: 
Flávia Corbó

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